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Tailândia: Templo do Tigre, um desafio nas alturas de Krabi

Para chegar no alto do templo é preciso encarar quilômetros de estrada e mais de mil degraus


Quem viaja para Krabi normalmente espera encontrar atrações paradisíacas em suas praias, mas poucos se aventuram neste templo. Tudo o que se sabe do Wat Tham Suea (Templo da Caverna do Tigre) é que foi fundado em 1975. Várias lendas tentam explicar seu nome. Uma delas diz que um monge estava meditando na caverna do alto da colina quando testemunhou tigres vagando ao redor. Outra versão menos fantástica se refere à descoberta de marcas de pata de tigre nas paredes da mesma caverna onde existe uma pedra em forma de pata de um tigre.


COMO CHEGAR?

O Templo do Tigre fica a 7 km de Krabi Town. Uma maneira econômica de chegar até lá é pegar songthaews marrons que seguem direto para o templo (30 baht). Mas o meio mais comum de achar transporte público desde Krabi é tomar qualquer songthaew até o shopping Big C e caminhar por 1 km até o templo.

A topografia característica de Krabi vista da estrada de Ao Nang


Como eu estava hospedado em Ao Nang Beach, a coisa ficou mais complicada. Cheguei a pesquisar o preço de táxi até o templo e me assustei: 2.000 baht! Como meus dias por ali eram resumidos, aproveitei o tempo que sobrou quando voltei das ilhas Phi Phi e parei um tuk tuk na rua para barganhar. Era um senhor bem velho e simpático, não falava quase nada de inglês, mas desenhou num papel o preço: 800 baht. Ainda estava caro para o padrão Tailândia, mas era o mais barato que eu conseguiria ali. São 21 km de distância para chegar no templo desde Ao Nang.


ESCADARIA DO TEMPLO

O templo abre diariamente até o pôr-do-sol. Com essa informação comecei a pensar se fiz a escolha certa ao pegar um tuk tuk para percorrer mais de 20 km (já eram 17h00!). O sol estava baixando e o tuk tuk tentando ganhar velocidade na estrada, em meio aos carros em alta velocidade, foi coisa de maluco! Ao chegar, descobri que o Templo do Tigre possui um complexo a ser visitado, mas a prioridade seria subir até a Caverna do Tigre antes de escurecer. A única maneira de chegar lá em cima é encarar uma escadaria de 278 metros de altura, com 1.237 degraus!

Complexo do Templo do Tigre na subida da escadaria de 1.237 degraus


Tentei subir correndo, mas é quase impossível. A altura dos degraus são irregulares, alguns são quase o dobro de um degrau normal de escada. Várias pessoas já estavam descendo e as que subiam faziam paradas para descansar, não é fácil não. Pelo caminho, existem macacos que vivem nas árvores e estão acostumados com as pessoas. Fique atento pois eles roubam qualquer objeto se der mole, como óculos, câmeras, chapéus, bebidas e comidas.

Macaco malandro em busca de algo para pegar


No término da escadaria existe um bebedouro para diminuir a sede


CAVERNA DO TIGRE

No alto da colina, está a Tiger Cave (caverna do tigre) que possui uma pedra que dizem ser semelhante a pata de um tigre. Este lugar sagrado é cercado de estátuas de Buda, com destaque para uma enorme estátua dourada. Também existe um chedi dourado isolado. Mas o grande atrativo para os turistas que permanecem ali até o final da tarde é o pôr-do-sol, um espetáculo único visto de cima de Krabi.

Estátuas dividem espaços com antenas no topo da colina


Missão cumprida: cheguei a tempo de presenciar o pôr-do-sol


Cadeia de montanhas da região de Krabi


Chedi do Templo da Caverna do Tigre


A complexo do Templo do Tigre visto do alto


A pedra da Caverna do Tigre que dizem se assemelhar a pata do felino


A estátua gigante de Buda fica iluminada depois que a noite cai


TEMPLO DO TIGRE

Ao descer todos aqueles degraus, já no escuro, acabei colocando a mão em cocô de macaco que estava no corrimão 😠😠😠. Tive que seguir direto para o banheiro do complexo de templos que, por sorte, estava aberto para eu me lavar. A mão continuou fedendo, um cheiro parecido com bosta humana. Apesar dessa baixaria, consegui visitar com calma os templos do complexo, que inclui um templo chinês.

Entrada do templo


Templo chinês iluminado

RETORNO

Quando o motorista do tuk tuk me deixou na entrada do templo, avisou que esperaria por 2 horas. Esse é um procedimento comum ao contratar esses veículos para ficar à disposição. Cheguei antes de vencer o tempo e iniciamos o retorno pela autoestrada. Mais loucura do que ir, foi voltar na estrada escura, num tuk tuk em meio aos carros em alta velocidade. O motorista andava pelo acostamento e buzinava sempre que um carro se aproximava por segurança. Depois de parar num posto para abastecer, o motorista entrou por estradas secundárias. Foi um "caminho de rato" que me fez voltar para Ao Nang são e salvo!

Um frágil tuk tuk no meio da autoestrada à noite


O motorista ainda comprou um doce folheado e me deu de presente. Faturou com a corrida, né!


MEU ROTEIRO

Anterior: PHI PHI ISLANDS

Roteiro completo: MISSÃO TAILÂNDIA-CAMBOJA

Próximo: JAMES BOND ISLAND



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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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