Inicio » , , , , » Tailândia: Dicas úteis para chegar e viajar pelo país

Tailândia: Dicas úteis para chegar e viajar pelo país

Relato da chegada em Bangkok e informações importantes para saber antes de viajar


Viajar para a Tailândia tem se popularizado cada vez mais entre os brasileiros, mas não é de hoje que este país do sudeste asiático recebe uma "enxurrada" de turistas. Bangkok, a capital, recebe mais turistas durante o ano do que muitos países inteiros, inclusive na Europa. Por isso, não é difícil encontrar postagens e relatos na internet. Como o leque de informações é grande, vou tentar facilitar a vida dos seguidores do blog e organizar as informações úteis, enquanto vou relatando a minha chegada na Tailândia.


CHEGADA NA TAILÂNDIA

A viagem aérea do Brasil até a Tailândia dura quase dois dias. Eu fui em um voo da Air France com conexão em Paris que acabou atrasando a decolagem e eu cheguei com mais de uma hora de atraso em Bangkok. A diferença de horário para o Brasil era de 9 horas. Para saber a hora agora em Bangkok, clique aqui.

Já é possível ver alguns templos budistas da janela do avião antes da aterrissagem


PROCEDIMENTOS DE ENTRADA 

A boa notícia é que a Tailândia não exige visto de brasileiros em situação de turismo. Ainda no avião, são entregues os Cartões de Chegada e de Saída para serem preenchidos em inglês com dados pessoais (nome, nacionalidade, sexo, passaporte), dados dos vôos (de chegada e de saída) e informações sobre sua viagem (motivo e endereço na Tailândia). No campo que pergunta o endereço, preenchi o nome do hotel de Chiang Rai, o único que estava reservado. 

Cartões a serem preenchidos para a entrada e saída do país


Apesar de não exigir visto dos brasileiros, a Tailândia exige o Certificado Internacional de Vacina da Febre Amarela. Caso você pretenda viajar para a Tailândia e não possui o certificado, não precisa se desesperar, basta procurar um posto de saúde e se vacinar gratuitamente. Então, leve a carteira de vacinação num centro da ANVISA para que seja emitido o certificado internacional (alguns também vacinam na hora). Para saber qual o centro da ANVISA mais perto de você, clique aqui.

O certificado de vacina da Febre Amarela é exigido de visitantes da África e da América do Sul


Durante o desembarque no aeroporto da Tailândia, para não perder tempo, antes de chegar no controle de passaportes, procure o Health Control (Controle de Saúde) que é um guichê o qual os brasileiros precisam entregar um questionário de situação de saúde (basta pegar na hora e preencher) e apresentar o Certificado Internacional de Vacina da Febre Amarela. O agente do Health Control vai carimbar um "checado" no Cartão de Chegada.

Questionário de situação de saúde a ser preenchido e entregue no Health Control


Para finalizar, basta entrar na fila normal do Controle de Passaporte. O agente de imigração vai checar o carimbo do Health Control e ficar com o Cartão de Chegada (Arrival Card). Já o Cartão de Saída (Departure Card) fica com o próprio viajante para ser devolvido no final. Atenção: não perca! Para o check in nos hotéis é solicitado este cartão. Sugiro deixar dobrado dentro do passaporte.


TRANSPORTE NO AEROPORTO SUVARNABHUMI (BKK)

Assim como todo aeroporto do mundo, existem táxis disponíveis após o desembarque para te levar ao seu destino. A corrida até o centro de Bangkok, por exemplo, custa cerca de 500 baht. Eu, particularmente, não gosto de táxis, primeiro por causa do preço e segundo que a maioria dos taxistas são malandros. Para quem que economizar, a melhor opção de transporte é o Airport Rail Link, um trem que liga o Aeroporto Suvarnabhumi (BKK) às linhas de transporte público em Bangkok.

Basta seguir as placas do Airport Rail Link no salão de desembarque


Mapa do transporte público em Bangkok (clique para ampliar)


O Airport Rail Link fica no primeiro andar do aeroporto, basta seguir as placas até lá. Funciona das 6h às 00h, fazendo seis paradas entre o aeroporto e o centro (Phayathai Station). A viagem dura de 20 a 30 min.  Chegando na estação Phayathai, basta pegar um táxi até o centro turístico (de 70 a 100 baht). Outro ponto importante no seu itinerário é a estação de Makkasan que faz ligação com a linha de metrô e de trem interestadual. O valor do ticket do Airport Rail Link? Apenas 45 baht (cerca de R$ 4,50).

Desembarque na estação Phayathai


É bom saber que Bangkok possui outro aeroporto além do Suvarnabhumi (BKK), sendo o segundo chamado Don Mueang (DMK). A maioria das empresas Low Cost operam lá. Assim, se após a chegada no BKK, você precisa pegar um voo no DMK, existe uma opção grátis😄 de transferência entre os aeroportos. O Shuttle Bus funciona de 5h às 00h, saindo no segundo andar, Portão 3. O tempo de traslado entre os aeroportos é entre 40 min e 1h.

Horários de saída do transfer entre os aeroportos Suvarnabhumi-BKK e Don Mueang-DMK (clique para ampliar)


RELATO DA BREVE PASSAGEM PELO CENTRO TURÍSTICO

No meu planejamento de viagem, eu seguiria para conhecer alguns pontos turísticos de Bangkok enquanto aguardava o horário para embarcar outra vez às 19h50 num vôo para o Camboja (eu retornaria 2 dias depois para a Tailândia). O centro turístico de Bangkok está concentrado, principalmente, nas imediações da Kaosan Road, uma rua repleta de bares, hotéis, boates, agências de turismo, camelôs e muito tumulto. Eu já havia pesquisado que existe uma van que faz transfer de hora em hora para os aeroportos, a partir da Kaosan, mas quando cheguei, descobri que não havia mais vagas. O jeito era sair para conhecer alguma coisa bem rápido pois eu teria que pegar um táxi.

Kaosan Road é a muvuca turística de Bangkok


Segui a pé e de mochila nas costas para visitar o Grand Palace que fica ali perto. O acesso a área do palácio passa por controles policiais que fazem revista nas bolsas. Dei trabalho aos policiais, mas consegui entrar e presenciar algo diferente que acontecia lá: uma procissão dos súditos para visitar os restos mortais do rei falecido que se encontravam dentro do Grand Palace. O atraso na chegada do avião, a falta de transporte para o aeroporto e o tumulto no velório real acabaram me atrasando. Como eu percebi que não teria tempo de visitar o interior do Grand Palace, resolvi deixar isso para outro dia e tomar um táxi para o aeroporto Don Mueang.

Muita gente vestindo preto seguia por corredores controlados para acesso ao local


Voltei para a Kaosan Road e um tuk tuk me pediu 400 baht para levar até lá. Preferi pegar um táxi com taxímetro. Tudo parecia que ia dar certo, mas o trânsito se tornou um inferno e ficou tudo parado. O taxista mal falava inglês e me perguntou se eu queria ir pelo "tiba". Como assim? Não entendi nada na hora, mas depois que passei por fora do pedágio, entendi que era uma via expressa, bastaria pagar o pedágio. Quando já estava completando quase 2 horas parado no trânsito, o taxista resolveu entrar na via expressa e mais tarde me cobrou no valor da corrida. Se ele não tivesse feito isso eu perderia o voo. Dica: nos horários em torno das 8h da manhã e 16h da tarde, o trânsito é péssimo, se tiver algo marcado saia bem cedo!  


15 DICAS ÚTEIS PARA UMA VIAGEM À TAILÂNDIA (by A Mochila e o Mundo)

Agora muita atenção! Lá vão algumas dicas de coisas que vivenciei e considero que sejam importantes saber para encarar uma viagem à Tailândia, se enquadrando bem na cultura local e sem passar perrengues:

1) GRATIDÃO: A maneira tailandesa de dizer obrigado é unindo as mãos (como rezando), ou seja, se quiser agradecer algo faça esse gesto e pode falar em inglês mesmo "thank you". O povo é carismático e está sempre sorrindo.

Na Tailândia, até o Ronald McDonald cumprimenta dessa forma


2) TOM DE VOZ: Não grite, discuta e fale alto sem um bom motivo. O povo é bem pacífico, normalmente não perturba ninguém e não gosta de gritar, então, evite ser descortês e reclamar gritando com algum nativo.

3) SEGURANÇA: Cruzei a Tailândia de norte a sul e achei um dos países mais seguros que eu já viajei. É lógico que não dá para avaliar com apenas 15 dias de viagem, mas foi a sensação o tempo todo. O povo parece ser muito honesto, cheguei a presenciar dois exemplos de pessoas que perderam a carteira e algum nativo achou e devolveu. Num deles, a pessoa esqueceu no Burguer King, já estava do outro lado da rua para pegar um táxi, e o funcionário veio correndo entregar. Em Bangkok, existem pequenos golpes contra turistas, mas nada tão grave (eu não presenciei nenhum).

4) INTERNET: A internet do país é boa e disponível na maioria dos lugares (restaurantes, lojas de massagem, hotéis, etc.), basta pedir a senha ou olhar com atenção que já existe anotada em algum lugar visível. Minha dica especial: para pesquisar informações sobre a Tailândia difíceis de encontrar na web, principalmente no planejamento pré-viagem, recomendo os seguintes sites: Renown Travel (inglês), Mochileros en Tailandia (espanhol) e A Mochila e o Mundo (português 😇😉😝).

Uma curiosidade: o botão de notificações do Facebook aparece com a Ásia em destaque


5) GORJETA: Ao contrário de outros povos, a maioria dos tailandeses não espera gorjetas (tips, em inglês) de seus serviços, exceto aqueles que já estão contaminados pelo turismo de massa, mas são exceção. Na área das praias (Krabi, Phi Phi, etc) é mais comum ver alguém pedido gorjeta pela influência da cultura muçulmana no local. A regra geral é que a gorjeta fica a seu critério. No meu caso, eu considerava 10% do serviço quando achava que valia a gorjeta.

6) RELIGIÃO: As estátuas de Buda são encaradas como símbolos sagrados, não como enfeites, por isso é preciso ter respeito. É proibido sair do país com estatuetas de Buda, então não se arrisque a comprar. Qualquer desrespeito às imagens de Buda pode ser penalizado com prisão. Nos templos só é permitido entrar sem calçado (pode ficar de meia) e não se deve tocar nas estátuas e nem sentar apontando os pés na direção da estátua de Buda. Também não se deve entrar com roupas curtas (saias, shortes, bermudas). Os ombros não devem estar descobertos no interior dos templos (regatas, blusas de alça), por isso, quem vai visitar um templo, já deve se planejar para sair com a roupa adequada ou levar panos na bolsa para se cobrir na hora certa.

"É errado usar Buda como decoração ou tattoo... não compre ou venda Buda"


7) MONGES: São pessoas que fizeram votos de isolamento e dedicação à espiritualidade, assim, são respeitados por toda a sociedade. Eles têm locais privativos nos transportes e banheiros públicos, e não pagam para usar (eles não tem fonte de renda, apesar de quase todos possuírem smartphones). Não há problema tirar fotos junto com eles (sem tocá-los), mas deve-se primeiro pedir e contar com seu consentimento.

Assento prioritário no trem: mães com crianças de colo, gestantes, idosos, deficientes e... os monges!


Banheiro exclusivo para monges no templo Doi Suthep, em Chiang Mai


8) O REI: Bhumibol Adulyadej governou a Tailândia durante 70 anos e morreu este ano (13 outubro 2016). Foi o rei que passou mais tempo no trono em todo mundo da história atual. Dizem que era um dos monarcas mais ricos do mundo e utilizou parte de sua fortuna para financiar cerca de 3 mil projetos sociais de desenvolvimento, em especial nas áreas rurais do país. Resumindo, ele é muito querido pelo povo. Além disso, qualquer desrespeito perante a imagem do rei é penalizada com prisão. Preciso falar mais alguma coisa?

A imagem do falecido rei está por toda parte em homenagem


9) HINO: Uma curiosidade é que, quando o hino real toca num espaço público, todos devem parar de pé em postura de respeito até o seu término (inclusive os estrangeiros). Uma prática nacionalista que só acontece hoje no Brasil em meio militar.

10) BEBIDAS: A cerveja regional mais popular é a Chang (uma garrafa grande custa entre 60 a 100 baht). Segunda cerveja mais popular é a Singha. Para quem quer evitar bebida alcoólica, não vão faltar opções de sucos e shakes que são servidos em pequenas jarras e custam de 30 a 50 baht.

Cerveja tailandesa Chang


Cerveja tailandesa Singha


11) COMIDAS: Perguntar antes se a comida é apimentada (spicy/chilli), a culinária local adora pimenta. Outra curiosidade: diferente do nosso costume de usar garfo e faca, os tailandeses comem de garfo e colher!

Cardápio com comida thai


12) 7 ELEVEN: Uma franquia de mercadinho que é a salvação de todo mochileiro com orçamento curto e pode ser encontrado em quase toda esquina. Nas prateleiras podemos encontrar sanduíches, hamburguers, croissants, bebidas, yogurtes, etc, com muita variedade e tudo bem baratinho (custam na maioria em torno de 1 a 3 reais). Também vende uma variedade de pratos feitos congelados (de 3 a 5 reais). E o melhor, ao pagar no caixa, eles esquentam a comida antes de você levar.

Prateleiras de comida pronta do mercadinho 7 Eleven


13) HOSPEDAGEM: A maioria dos hotéis pelo país não altera o preço da diária de acordo com a temporada, você pode deixar para reservar na hora, o que pode acontecer é acabar a vaga naquele hotel mais barato. Os hotéis também disponibilizam garrafas de água de graça nos quartos.


14) MASSAGEM: As lojas massagem pode ser encontrada em todos os lugares da Tailândia e cobram bem barato. Os preços varia de 100 a 400 baht.

Massagens na calçada das ruas e com wi fi free


15) TRANSPORTE: O transporte público é variado e abundante no país (trem, metrô, BRT, ferry, etc). Os transportes particulares também, os mais comuns são os seguintes:

- Tuk tuk - veículo de 3 rodas cujo valor da corrida deve ser negociado antes. Só entre no tuk tuk depois que se certificar que o valor já foi acordado e o motorista sabe o destino.

- Songthaew - são carros com carroceria adaptada para levar passageiros. Funcionam como um tuk tuk lotação. Algumas vezes têm preço fixo, outras depende do número de pessoas.

Táxi - carros que funcionam como o tuk tuk. Em cidades grandes como Bangkok e Chiang Mai, o diferencial é o taxímetro. Sempre pergunte se é "taxi meter", o valor fica bem mais econômico!

- GRAB - agora vem a dica de ouro: este é um aplicativo popular na Tailândia e funciona como o UBER, mas inclui o táxi também. Pode-se simular a corrida e saber qual é o valor que ficaria mais barato. Mesmo que você resolva não chamar um GRAB ou este não estiver disponível, pelo menos você saberá qual é o valor justo da corrida, facilitando na hora de negociar com um tuk tuk ou táxi sem taxímetro.

Pegando um songthaew lotado!


CUSTOS (dezembro 2016)

- Trem do aeroporto ao centro - 45 baht
- Táxi de Phayathai para a Kaosan Road - 100 baht
- Táxi para o aeroporto Don Mueang + pedágio - 430 baht


MEU ROTEIRO

Anterior: CONEXÃO EM PARIS

Roteiro completo: MISSÃO TAILÂNDIA-CAMBOJA

Próximo: TRASLADO PARA O CAMBOJA



***A mochila Deuter Transit 50l utilizada nesta viagem foi patrocinada pela SubSub Equipamentos de Aventura. Confira abaixo o código promocional exclusivo para seguidores do blog A Mochila e o Mundo. Leia aqui o regulamento.


Comentários
0 Comentários

0 comentários :

Postar um comentário

Anterior Proxima Página inicial

Promoção! Reserve aqui

Booking.com

Se inscreva no canal

Pesquise o seu destino aqui

Booking.com

Notícias de Viagens

Viagens pelo Mundo

Leia Também

Sobre o autor

Sobre o autor
Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

Total de visualizações