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Ilha de Páscoa: Ahu Tongariki, a mais extensa plataforma de moai

É considerado um dos locais mais bonitos para se visitar na ilha


Sem dúvida esse é um dos lugares mais bonitos e importantes da Ilha de Páscoa. O Ahu Tongariki é a maior plataforma da ilha (e da Polinésia) com 220 metros de comprimentos e possui 15 moai gigantes. Tudo isso em harmonia com o cenário ao fundo do mar e o som das ondas batendo nas falésias. É o melhor lugar para assistir o amanhecer na Ilha de Páscoa. 


COMO CHEGAR?

Está localizado na parte nordeste da ilha, na baía de Hanga Nui. Fica a 1 km da pedreira de Rano Raraku, o lugar de extração das pedras em que os moai eram esculpidos. Para chegar lá basta seguir da cidade de Hanga Roa pela costa leste, em direção ao norte, por 20 km.

Localização de Tongariki na ilha


AHU TONGARIKI

Acordei bem cedo, com o céu ainda escuro na Ilha de Páscoa para conhecer o Ahu Tongariki da maneira mais tradicional: no nascer do sol. Peguei o carro e parti para o local. Enquanto eu e mais uma meia dúzia de carros esperavam o amanhecer, alguns pingos começaram a cair do céu e logo se transformou numa chuva. Eu não acreditava que cheguei até ali para perder tudo com a chuva. Foi então que, como uma magia Rapa Nui, o céu abriu no momento do amanhecer.

A chuva caiu na hora do amanhecer


A chuva cessou e rapidamente o céu se abriu para o show do sol nascendo


O amanhecer em Tongariki costuma ser considerado o mais bonito da Ilha de Páscoa. Entre o dia 21 de dezembro (solstício de verão) e 21 de março (equinócio de outono) o sol nasce bem atrás dos moai enfileirados. No mês que eu fui (abril) o sol nascia da elevação do vulcão Poike, o que também gera imagens e luminosidades inesquecíveis.

Mesmo depois de uma chuva, o amanhecer no Ahu Tongariki é um espetáculo


Acredita-se que essas estátuas representam pessoas reais, provavelmente antepassados dos Rapa Nui. Por isso cada moai é diferente entre si, alguns altos, outros gordos, magros, e até a feição nos rostos também varia entre características grosseiras ou finas. 

Olhando é possível perceber a diferença de fisionomia entre os moai


DO TERREMOTO À RESTAURAÇÃO

Em 1960, o famoso terremoto que atingiu a cidade de Valdivia, na costa chilena, provocou um grande tsunami no Oceano Pacífico. Foi o maior terremoto registrado na história com 9,5 pontos na escala Richter, causando ondas de até 11 metros de altura que atingiram a Ilha de Páscoa. As ondas arrastaram os moai por 100 metros pelo interior, danificando-os gravemente. 

A maior estátua com um pukao (chapéu) mede 14 metros de altura


Na época do terremoto, os moai já teriam sido derrubados nas guerras de tribos


Entre 1993 a 1996, aconteceu a reconstrução do ahu pelo arqueólogo chileno Claudio Cristino. Para conseguir restaurar a plataforma, foi necessário basear-se em antigos desenhos do arqueólogo britânico, Katherine Routledge que visitou a Ilha de Páscoa em 1914 na primeira expedição arqueológica realizada

Routledge colheu informações por 17 meses na primeira expedição arqueológica na ilha


A restauração colocou os 15 moais novamente de pé


A reconstrução ocorreu com fundos fornecidos pelo governo e uma empresa japoneses, que enviaram um grande guindaste para a ilha para colocar os moai no lugar. O custo da restauração superou os U$ 2 milhões. Perguntas que não podem calar: como é possível com a tecnologia de hoje ser necessário usar tantos recursos para colocar essas estátuas novamente de pé? Como os Rapa Nui conseguiam fazer isso sem máquinas?

Uma placa colocada em Tongariki relembra o apoio japonês para a restauração


No sítio de Tongariki estão 7 pukao (chapéus) que não puderam ser colocados em cima das estátuas devido à deterioração


MOAI VIAJANTE

O moai localizado na entrada de Tongariki foi enviado para o Japão, em 1982, como reconhecimento pelo apoio do governo do país na restauração do Ahu Tongariki. Por causa dessa jornada ao continente asiático, a estátua ficou conhecida como "o Moai Viajante".

O moai da entrada de Tongariki foi enviado para exposição nas feiras em Osaka e Tóquio


O "Moai Viajante" foi usado por Thor Heyerdahl para testar teorias sobre o transporte de moais


OUTROS ACHADOS

Durante as escavações, mais 17 moais foram descobertos totalmente destruídos e tinham sido usados ​​como base para a plataforma atual. Isso era costume quando um ahu era levantado no lugar de outro. Examinei esses pedaços de moai e descobri uma cabeça bem estranha. A sua orelha não era alongada como o convencional e o formato parecia de um ET.

Os pedaços das estátuas encontradas no sítio de Tongariki ainda estão no local


Observe o tamanho e formato dessa cabeça


Cabeça achatada e orelha circular


Ao fundo, a pedreira de Rano Raraku, que seria meu próximo destino


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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