Grécia: 3 dias na Ilha de Santorini

No passado e no presente, esta ilha sempre foi famosa de alguma forma


A ilha é o local de uma das maiores erupções vulcânicas na história: a erupção minóica que ocorreu cerca de 3.600 anos atrás, no auge da civilização minóica. A erupção deixou tudo coberto por cinzas vulcânicas por centenas de metros de profundidade e pode ter conduzido indiretamente ao colapso da civilização minóica na ilha de Creta, a 110 km ao sul, através de um gigantesco tsunami. Outra teoria popular sustenta que a erupção é a fonte da lenda da Atlântida. Hoje, Santorini é uma das ilhas gregas mais famosas e turísticas.


COMO CHEGAR?

Cheguei na ilha de Santorini a partir de Mykonos. O traslado de ferry entre as ilhas dura cerca de 2 horas. Outro meio de chegar na ilha é através do aeroporto, pois o vôo de Atenas a Santorini dura cerca de 30 minutos. Santorini possui um grande aeroporto, que fica a 6 km a sudeste do centro Fira. 

Desembarque na ilha de Santorini


As boas vindas em inglês. O que tem de errado? 


Planejei ficar hospedado na cidade de Fira, ou Thera, que é a capital da ilha e onde fica a rodoviária que liga todos os cantos da ilha. De lá, o acesso é mais fácil, além de não ser um local de custo elevado como a turística vila de Oia. As cidades ficam bem acima do nível do mar, sendo necessário subir uma longa estrada em zig zag. 

O porto novo de Santorini fica bem abaixo do nível da cidade de Fira


Existem ônibus locais que fazem o traslado até a rodoviária. Outra opção é checar se o hotel tem serviço de transfer, a maioria tem, e grátis. Fiquei no Antonia Apartments que fazia transfer, um hotel bem simples, com cozinha no quarto, quase um hostel. Além do preço bem em conta, o atendimento é bem atencioso, sem ser chato. 

Santorini é uma ilha vulcânica que tem suas casas na encosta alta



PRIMEIRO DIA


AKROTIRI / RED BEACH

Assim que cheguei em Santorini e me instalei no hotel, parti para o terminal de ônibus para iniciar as explorações pela ilha, a começar pela área do sítio arqueológico de Akrotiri, uma cidade próspera que foi soterrada pelas cinzas vulcânicas após a grande erupção. Saiba mais no post Akrotiri, as ruínas da "Pompéia grega".

A cidade foi preservada pelas cinzas, assim como Pompéia, na Itália


Depois de explorar Akrotiri, o próximo destino foi a exótica praia de Red Beach. Dá para ir andando até o local de areia e pedras vermelhas que são típicas de rochas vulcânica. Conheça os detalhes dessa praia no post Red Beach, a preia vermelha de Santorini.

O litoral vermelho de Red Beach


FINAL DE TARDE EM FIRA

Para voltar de Akrotiri basta pegar o ônibus de volta no ponto em frente ao sítio, de acordo com os horários fixos. Em Santorini o transporte público é muito bom, não sendo necessário alugar veículos para conhecer os principais pontos da ilha. Enquanto eu retornava, o sol começou a descer. 

A tarde começa a cair e o pôr-do-sol se aproxima


A ilha já foi cenário de cinema e novelas


Fira possui um calçadão cuja a vista é sensacional. Neste lugar existem lojas e restaurantes, estes últimos sempre abertos para que o turista sente e aprecie a paisagem enquanto faz seus comes e bebes. Também existem dois WC públicos, mas é cobrado o uso.

O calçadão é o principal ponto de encontro de Fira


Várias lojas, cafés e restaurantes na estreitas ruas de pedestres


Hora de parar e assistir


O pôr-do-sol é um espetáculo diário em Fira


Antes de conhecer Santorini, achei que era um lugar de gente rica, com custo de vida bem alto. Em Mykonos era mais ou menos assim, mas Santorini não. Exceto Oia, o vilarejo mais turístico, o restante da ilha e principalmente em Fira existem opções baratas de hospedagem, alimentação e até mercados populares. 

As construções são feitas ao longo do paredão rochoso


Fira pode até ser mais lotada que Oia, mas o custo de vida é mais barato


Épocas ideais para visitar, com clima mais ameno, preços e multidões menores, são abril-junho e setembro-outubro


Praça central de Fira com várias opções de alimentação, principalmente com deliciosas pizzas e massas



SEGUNDO DIA

EXPLORANDO O VULCÃO

Uma aventura é conhecer de perto o vulcão que foi palco de uma grande catástrofe histórica a nível mundial, causando a destruição da civilização minóica e teria afetado até a China. Os barcos que fazem passeio para o vulcão saem do porto antigo (Old Port). Para descer até lá são 587 degraus. Se a escada cansar, podem ser usados burros ou o teleférico (ambos, 5 euros).

Um dos símbolos de Santorini são os burros 



O lendário vulcão que já causou grande catástrofe


Depois de passar pelo vulcão, o barco pára próximo às piscinas termais. Quem tem coragem pode dar um mergulho nas águas geladas e nadar até o ponto das chamadas Hot Springs onde a temperatura é quente. Para saber sobre essa expedição, leia o post Uma aventura no vulcão de Santorini.

As águas termais são outra atração do vulcão


PÔR-DO-SOL EM OIA

O principal ponto turístico de Santorini é o vilarejo de Oia (ou Ia). São suas casas brancas e capelas de telhado azul que estampam os cartões postais da ilha. O mais impressionante desse lugar é o pôr-do-sol visto de Oia que é considerado um dos mais bonitos do mundo. Mais detalhes sobre esse vilarejo no post Oia, o cartão postal de Santorini

Fim de tarde em Oia, lugar do pôr-do-sol considerado um dos mais bonitos do mundo



TERCEIRO DIA


TRILHA ATÉ THERA ANTIGA

No terceiro dia segui para uma exploração diferente do normal. Peguei um ônibus até a praia de Kamari e, de lá, segui uma trilha antiga pela montanha até passar pelas ruínas de Thera antiga. Depois continuei a caminhada pela trilha descendo até Perissa, terminando a travessia na praia de areia negra.

Uma trilha pouco turística em Santorini


Torre da igreja ortodoxa de Perissa


OUTRAS ATRAÇÕES DE FIRA

As atrações secundárias de Santorini são os museus de Fira, como o Museu da Thera Pré-Histórica que contém alguns dos artefatos, que foram encontrados nas ruínas de Akrotiri. São potes, cerâmica e outros itens domésticos, mas o destaque são os afrescos dos macacos azuis, um mistério pois historiadores dizem que não há evidência de que alguma vez houve macacos em Santorini. O outro museu, perto da estação do teleférico, é o Museu Arqueológico que contém artefatos de diferentes épocas. 

Museu da Thera Pré-Histórica está localizado quase em frente ao terminal de ônibus 


Em frente ao calçadão de Fira está a Catedral Metropolitana Ortodoxa, uma igreja que se destaca pelos diversos arcos, algo que lembra o estilo arquitetônico de algumas mesquitas islâmicas.

 A existência dos belos arcos diferencia essa igreja das demais


Estátua de um líder religioso da igreja ortodoxa


Outra vantagem de Fira é a existência de um supermercado Carrefour. É bem mais econômico comprar itens para alimentação e água nesse mercado. Com apenas 30 euros deu para comprar comida para os 3 dias. Sobrou até um pouco do macarrão com salsicha para levar para a viagem. Funciona de segunda a sexta das 08h00 às 21h00, sábados de 08h00 às 20h00 e domingo de 09h30 às 14h30.

Próximo ao centro de Fira está a filial do Carrefour


Coloquei as sobras do macarrão com almôndegas nesse pacote e almocei na rua


MAPAS DE SANTORINI

Mapa do centro de Fira (clique para ampliar)


Mapa da ilha (clique para ampliar)


PARTIDA PARA CRETA

No final da tarde do terceiro dia fui com o transfer do hotel de volta para o porto de Santorini. Lá existe um terminal de embarque bem estruturado, com WC. Meu próximo destino era a ilha de Creta, no estremo sul do mar Egeu.

Terminal de embarque do porto de ferries de Santorini


MEU ROTEIRO

Anterior: MUSEU ARQUEOLÓGICO DE DELOS

Roteiro completo: MISSÃO GRÉCIA

Próximo: AKROTIRI


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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