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Parque do Caparaó: Travessia (Dia 2) - O Pico da Bandeira

Alcançando o alto do terceiro maior pico do Brasil 


O Pico da Bandeira é o ponto mais alto da Região Sudeste do Brasil além de ser o terceiro ponto mais alto do país, com 2.891,98 metros de altitude. Perde em altura para o Pico da Neblina (primeiro) e para o Pico 31 de Março (segundo), ambos na Serra do Imeri no Amazonas. O nome surgiu quando, por volta de 1859, o imperador Pedro II determinou que fosse colocada uma bandeira do Império naquele que, na época, era tido como o ponto mais alto do Brasil.


ALVORADA RUMO AO PICO

Acordei às 02h30 para desmontar a barraca do acampamento no campo-base (Terreirão) e partir para o objetivo principal dessa viagem: o Pico da Bandeira! É importante não esquecer da lanterna e de encher o cantil de água antes de partir para a subida pois não existem pontos de abastecimento no caminho.

Sono e mochila na carcaça


Na tarde anterior eu já havia feito um reconhecimento do início da trilha pois sabia que seria mais complicado achá-lá a noite. De qualquer forma, todas as trilhas saem no mesmo lugar, umas mais fáceis outras mais complicadas, o importante é atentar para a sinalização do parque, com uns toquinhos pintados de tinta fluorescente. 

A subida na madrugada é tradicional para observar o dia nascendo


PICO DA BANDEIRA E O ESPETÁCULO

A subida demora cerca de 2 horas, mais ou menos. Não adianta sair mais cedo, pois você vai virar picolé lá no alto enquanto espera o sol nascer. Cheguei umas 5h30. Lá em cima estava marcando a temperatura de 2ºC, mas com sensação térmica de -10ºC devido ao vento! Coloquei o poncho para quebrar o vento que estava muito gelado!

Não tá fácil pra ninguém


Vários grupos e pessoas sobem tradicionalmente na madrugada para assistir o nascer do sol. Próximo das 6h00 começou o espetáculo! O céu estava limpo e as nuvens abaixo das montanhas. O visual é maravilhoso! Os raios de sol com as nuvens baixas fazem o efeito que lembra de um mar!

O frio não tá fácil nem para esse indivíduo 


Um mar de nuvens formado na Serra do Caparaó


O espetáculo do nascer do sol atrai muita gente que enfrenta o frio


O Pico da Bandeira é considerado um dos lugares mais frios do sudeste do Brasil, isso se deve a sua altura digna do terceiro maior do país. Outra curiosidade é que, no hall dos picos mais altos do país, o quarto, quinto e sexto também estão na Serra do Caparaó que, apesar da divergência de fontes, a Wikipédia considera como sendo Pico Cristal, Pico do Calçado e um pico sem nome oficial, respectivamente.

Quando a luz surge no horizonte, todo a espera congelante começa a valer a pena


O sol desponta acima das nuvens


Um doido subindo na torre para observar mais alto ainda


Os raios do sol iluminam o relevo da Serra do Caparaó


Acima das nuvens brilhantes entre as montanhas 


Após o show da natureza, desci em direção à Casa Queimada, o próximo local de acampamento já no lado capixaba. Passei pelo Cristo Redentor do Pico da Bandeira que está de braços abertos para a Serra do Caparaó.


Uma estátua do Cristo Redentor está fixada no ponto mais alto da Região Sudeste


O Pico da Bandeira vai ficando para trás no caminho da travessia


Parada técnica para contemplação


A paisagem no caminho é perfeita! Naquele cenário espetacular fiz mais uma parada para tomar o café da manhã curtindo o visual! Para garantir a energia de mais um dia de caminhada, saquei minha pizza de mussarela fatiada que levei na mochila. Estava "meio" dura por causa do frio, mas levantou a moral.

O espetáculo da natureza continua nas paisagens da serra


Vista da descida do Pico da Bandeira para o estado do Espírito Santo


Pizza de mussarela esfriada


A descida, como em toda trilha, é mais lenta e se deve ter atenção para evitar tombos. A marcação continua bem sinalizada como em todo parque, não senti dificuldades nesse trecho de travessia entre as pedras apesar de não ter um GPS ou mapa me guiando.

"Para baixo todo santo ajuda"


A vegetação fica mais densa conforme se desce


Cheguei na Casa Queimada por volta de 12h00. Montei a barraca, comi e parti de novo para o sono. Até que foi muito bom dormir naquele clima agradável após o dia de caminhada pela montanha que começou bastante cedo. Com a missão de ascensão ao Pico da Bandeira cumprida, restava mais um dia para chegar na saída capixaba do Parque e conseguir retornar para casa,

A área de acampamento a Casa Queimada


Depois da subida ao Pico, enfim um descanso na "porta de casa"


GASTOS DO DIA

zero!!!

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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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