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Chapada Diamantina: Vale do Capão

Um dos recantos ainda dominados pela natureza 


Cheguei no Vale do Capão bem cedo, mais precisamente na Vila de Caeté-Açu a mais "habitada". É uma daquelas vilas que possui uma rua principal onde está tudo: mercadinhos, restaurantes, farmácia, etc., tudo em pequena escala lógico. Existe ainda um local coberto no centro, tipo tapiri, para reunião dos habitantes eu creio, mas que também é realizado eventos musicais.

Rua principal da vila 


Igrejinha da praça


As vans e kombis que fazem transporte de lotação desde a cidade de Palmeiras param num largo que é uma espécie de praça central. As dicas desse transporte eu expliquei no post anterior (aqui). Ao chegar estava ocorrendo uma feirinha nessa mesma praça, com oferta de comidas a produtos hippies.

A praça central é o ponto de parada das conduções


Era um domingo de manhã e ocorria uma feirinha na vila


O Vale do Capão preserva a vida simples e o contato com a natureza, sendo refúgio de hippies e simpatizantes da vida minimalista. É um lugar bem diferente da cidade de Lençóis que costuma ser o centro turístico para a maioria das pessoas que busca conhecer a Chapada Diamantina. Ah sim, a cidade não possui bancos, então é bom levar dinheiro para locais que não aceitam cartão.

Mensagem para os visitantes colocada próximo ao local de chegada


ONDE FICAR?

Minha próxima missão seria arranjar um lugar para pernoite. Planejei ficar próximo ao caminho que leva a Bomba, a vila mais isolada e que seria meu ponto de partida para a travessia na área do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Como eu não sabia qual era o caminho para Bomba, resolvi sair andando na minúscula vila até achar.

Foi então que ao perguntar a direção daquela vila eu conheci a Márcia, uma moradora de Salvador que sempre buscava o Vale do Capão como refúgio de paz. Ela contou que sempre que tinha folga ia para lá e, já cansada de gastar dinheiro com hospedagem, comprou uma casinha que está em construção. A casa não tinha ainda nem luz elétrica nem mobília, logo ela resolvia o problema acampando no meio da casa. Foi essa pessoa "zen" que me ajudou a encontrar um bom lugar para me hospedar. 

A Márcia me ajudou a encontrar onde ficar e deu dicas sobre a Chapada


Em primeiro lugar ela me mostrou a estrada que dava acesso ao Vilarejo de Bomba. Foi ali que eu queria ficar para facilitar minha saída no dia seguinte para atravessar o Vale do Pati. A partir da rua principal da cidade, o ponto de referência é o mercadinho Cidadela, que fica na esquina da estrada. 

A rua do mercadinho Cidadela segue até o Vilarejo de Bomba


Meu objetivo era acampar. Nessa estradinha que vai para Bomba existem várias pousadas, hostels e campings, mas a Márcia me indicou um lugar perfeito: Lakshimi. Essa hospedagem tem o nome da deusa hindu que era esposa de Vishnu e teve como avatar Sita, esposa de Rama (também avatar de Vishnu).

Entrada da hospedagem e a estrada enlameada que dá acesso à Bomba


A hospedagem é diversificada, possuindo chalés, quartos de hostel e área para camping ao fundo, tudo bastante limpo e organizado, como muito tempo eu não via. Até mesmo para usar o banheiro do camping existe uma sandália para se calçar e assim não entrar com o pé sujo de lama. Ainda possui uma cozinha bem organizada para uso dos hospedes.

O valor da diária do camping para a alta temporada era de R$ 20, mas me cobraram apenas R$ 15. A hospedagem ainda serve um café da manhã indiano, cobrado a parte para quem se interessar.

Vista a partir da estradinha. O camping fica lá atrás.


 Cozinha e banheiros disponíveis para o camping


Mas o que mais gostei foi o camping. Não existem placas anunciando que aquela hospedagem possui camping. A área para camping fica no fundo, não tendo contato com a estrada. Além de silencioso e escondido, estava vazio, havendo apenas uma barraca na extensa área. Montei minha barraca próxima de um pé de jaca. No final do campo ainda passa um rio.

O melhor camping que fiquei na Chapada pela sua tranquilidade e organização


CURIOSIDADE

Ao chegar no banheiro percebi que alguém não havia dado a descarga após fazer xixi. Eu então apertei a descarga. Para minha surpresa o xixi continuou lá, então pensei: "descarga com defeito". Foi aí que eu fui encher minha garrafa de água num filtro que havia na cozinha e descobri que a água era da cor de urina! Mais tarde fui informado que, apesar da cor, a água é potável. Ela possui essa cor devido a grande quantidade de ferro.

A água da Chapada Diamantina tem cor de urina por causa do ferro


O QUE FAZER NO VALE DO CAPÃO?

Além de ser o ponto de partida para fazer a travessia do Vale do Pati, uma das principais atrações é a Cachoeira da Fumaça, cartão postal da Chapada Diamantina. Existem passeios guiados que saem de outras cidades para lá, mas de Caeté-Açu é possível ir andando. O caminho é seguir a rua principal voltando em direção a Palmeiras. O ponto de início da trilha e algumas dicas eu explico no próximo post.

Seguindo a rua principal da Caeté-Açu está a estrada que vai para Palmeiras



MEU ROTEIRO

Anterior: TRASLADO

Roteiro completo: MISSÃO CHAPADA DIAMANTINA

Próximo: CACHOEIRA DA FUMAÇA



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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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