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TRANSLADO PARA A ITÁLIA

Nem todos os caminhos levam a Roma



O INÍCIO DE UM MOCHILÃO NÃO PODERIA COMEÇAR MELHOR

Às 16h de uma sexta-feira de abril eu embarcava no Aeroporto do Galeão rumo à Europa. A empresa escolhida era a TAP de Portugal, logo o vôo faria conexão em Lisboa para pousar em Roma por volta das 10h do dia seguinte (sábado).

Não sei se por culpa da empresa aérea ou pela “excelente” gestão de controle dos vôos brasileira, a decolagem atrasou mais de uma hora. Como não poderia deixar de acontecer, pousei em Lisboa já na hora do embarque para Roma. Muita confusão, muita fila, enfim, vôo perdido. Lá estava eu em Portugal com um problema para resolver com a TAP e outro problema na Itália, a passagem de trem que eu já tinha comprado.

Meu planejamento inicial seria chegar em Roma e pegar um trem para Florença, onde de fato começaria a aventura pela Itália, até terminar em Roma novamente, tendo uns 3 dias para conhecer a capital italiana. O tempo gasto num trem regional Roma-Florença é de 3 horas, já nos trens rápidos só 1h30min. O problema é que são mais caros, então deve-se comprar com antecedência para garantir um preço bom. Comprei um mês antes e garanti um preço de 21,50 euros.

Meu trem sairia de Roma Termini (principal estação de trem) às 14h20, logo eu teria que embarcar num próximo vôo da TAP para não perder. Ao chegar no balcão da empresa informando que havia perdido a conexão, o enrolado atendente (tinha cara de ser seu primeiro dia de trabalho) me colocou num vôo às 16h. Expliquei sobre a situação da passagem e que, pelo atraso ser culpa da empresa, ou eles conseguiam um horário mais cedo ou me ressarciam o valor do trem. Ele me encaminhou para outra loja da empresa, no saguão de embarque, informando que só eles podiam resolver.

Ao chegar nesse balcão, a atendente falou que não era ali, eu teria que voltar no balcão anterior. Com toda essa confusão e estresse com a TAP, o tempo já havia corrido e talvez nenhum vôo me levasse a tempo para Roma. Porém me surgiu uma solução para me livrar do prejuízo, estresse de ter que entrar na justiça por ressarcimento e ainda perder um dia do meu apertado roteiro.

Aeroporto de Lisboa

Sugeri (em tom de cobrança) que a TAP conseguisse me encaixar em algum vôo direto para Florença, mesmo de outra empresa, ou então eu queria o ressarcimento da passagem de trem. Após negarem a princípio, algumas discursões, resolveram fazer dessa forma, me colocaram num vôo da KLM para Florença, via Amsterdam (que em Portugal é Amisterdão!).


Eu ainda teria que restituir a bagagem para fazer o Check in na Empresa KLM da Air France, mas aí uma nova começava: Onde estava a minha mochila. Pelo que entendi, a restituição de bagagem das empresa aéreas era terceirizada no aeroporto de Lisboa. Passei quase 2 horas esperando (metade do tempo dormindo no chão do aeroporto) e nada. Fiz reclamação na empresa e eles pediram para aguardar, afinal não estava previsto restituição inicialmente pois a bagagem seguiria até Roma.

Como ainda era bem cedo, resolvi arriscar e resolvi aproveitar as horas para conhecer Lisboa antes de embarcar. O relato da curta aventura em Lisboa está no link abaixo.

Leia mais em: Lisboa 


BENVENUTO

Conexão às 15h30 em Amsterdam na Holanda e chegada somente às 20h50 em Florença na Itália. E assim foi. A única alteração foi o penteado excêntrico da aeromoça da KLM (foto).

Sofás personalizados no Aeroporto de Amsterdã

Penteado "fashion" da aeromoça. É, cheguei na Europa...

Como inicialmente eu iria chegar de trem em Florença, me planejei para ir andando até a hospedagem que reservei no centro. Como eu estava no aeroporto me restava pagar um táxi até o centro, só que não! Resolvi dar uma volta para ver se tinha algum transporte público para o centro e descobri o Shuttle Bus. Saindo do aeroporto, é só seguir pela direita até um ponto de ônibus (fermata em italiano). O ponto final no Centro é a Estação de Trem Santa Maria Novella. Abaixo as informações do Shuttle em abril de 2014:

NAVETTA AEROPORTO VOLAINBUS

Valores:        Só Ida – 6 euros   
                     Ida e volta – 10 euros

Horários de partida no sentido Aeroporto-Centro: De 06h às 20h30 (a cada 30 min), 21h30, 22h30 e 23h30.
Tel.:: 800-37-37-60
Mais informações no site fsbusitalia.com

Chegada no Aeroporto de Firenze (Florença)

Ao chegar na Estação Santa Maria Novella (SMN) se pode fazer um lanche rápido, pois há dois Mc Donalds, um dentro e outro fora, e ainda um Burger King.

Segui para o Hotel Loggia Fiorentina onde eu já havia feito a reserva antecipadamente. Os hotéis (e principalmente hostels) são caros nessas cidades turísticas da Itália, o jeito é reservar com antecedência para conseguir um desconto. Muito difícil conseguir algo mais barato que 25 euros por pessoa. Muitas vezes o hotel é mais barato que os hostels, como foi esse caso. Para quem não reservou nada, a Via Nazionale, quase em frente à estação de trem, é uma rua com várias opções de hospedagem.

O Loggia Fiorentina, por exemplo, é bem econômico pois a recepção só funciona de 08 às 12h e de 16h às 20h. Como eu podia chegar fora desses horários, o hotel me enviou por email as senhas do portão digital e da porta de entrada. Cheguei 00h, entrei com as senhas, a chave estava na recepção com um bilhete identificando o nome e só no dia seguinte seria feito o check in. Fiquei num quarto com banheiro compartilhado e sem café da manhã (colazione, em italiano). 


GASTOS (abril 2014) 

Ônibus Shuttle para o Centro: 6 euros
BigMac – 6,75 euros
Diária no Hotel Loggia Fiorentina:  26,75 euros por pessoa 


MEU ROTEIRO

Próximo: LISBOA

Roteiro completo: MISSÃO ITÁLIA


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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