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Bolívia: A tranquila e imensa Santa Cruz de la Sierra

Cidade empresarial com centro de interior


A viagem à Santa Cruz tinha tudo para ser tranquila, se o motorista não tivesse colocado mais gente no ônibus do que limite deste. Eu estava no último banco e uma senhora típica boliviana sentou no chão no meu lado. Muito mal educada e espaçosa. Além disso o banheiro estava trancado o tempo todo durante a viagem de 16 horas. Ao chegar em Santa Cruz, fui no guichê da empresa fazer uma denúncia sobre o fato do motorista ter colocado passageiros em excesso (provavelmente embolçando algum dinheiro por fora). O gerente da empresa não deu muita importância. Sobre o banheiro fechado, ele disse que ônibus semi-leito não dão direito ao uso do banheiro. Resumindo: não espere que algo funcione bem no serviço boliviano.

Passageiros clandestinos no ônibus boliviano


Peguei um táxi até a Calle Mercado, onde eu pretendia me hospedar no Hostel AmbarNa mesma rua existem outras opções de hospedagem e fiz uma pesquisa de preços. Um hotel que fica quase em frente ao Hostel Ambar (não lembro o nome), no outro lado da calçaca, ainda fez um desconto na hospedagem e valeu mais a pena ficar lá que era um ambiente mais agradável e reservado. O calor intenso da cidade me mostrava que eu já estava realmente afastado dos andes.


CONHECENDO A CIDADE

Caminhei pela Calle mercado até a Calle Independencia, nela eu virei à esquerda e segui direto, cruzando por três ruas até chegar na Plaza 24 de Septiembre que fica rodeada por construções modernas, pequenos shoppings, lojas sofisticadas, bares e restaurantes, num local bem agradável e cercado de palmeiras, uma Bolívia totalmente diferente daquela que eu estava rodando por estes dias.

A Plaza 24 de Septiembre é a principal da cidade


Duas preguiças na foto (uma é falsa)


Este é o local mais agradável de Santa Cruz de la Sierra


Santa Cruz de La Sierra é a maior cidade boliviana e seu centro empresarial, é uma espécie de São Paulo. Cerca de 6.000 brasileiros moram na cidade atraídos pelas faculdades de baixo custo. Existe até um Banco do Brasil (Calle Beni, 245) para atender os brasileiros por aqui, na rua paralela à praça 24 de Septiembre.

Agência do Banco do Brasil boliviana


Com a fome já intensa, procurei um restaurante para saciá-la. E não é que para minha surpresa eu encontrei um restaurante brasileiro chamado Fome Zero (!), bem em frente ao Banco do Brasil. O dono foi estudar na cidade, comprou o terreno, construiu o restaurante e não pensa mais em sair daqui. Um restaurante de comida brasileira em frente ao Banco do Brasil, será que ele lucra? Bem, almocei lá apesar do preço estar mais para o padrão brasileiro que o boliviano.
O restaurante brasileiro Fome Zero


Depois do almoço dei uma volta pelos arredores da Plaza 24 de Septiembre e subi o mirante da torre da Catedral, a Basílica Menor San Lorenzo de Martir, onde se pode apreciar uma bela vista da praça e da cidade. O mais impressionante é que vários casais, principalmente de estudantes, subiam a torre para namorar, a ponto de existirem vários cartazes e avisos nas paredes que era proibido se “agarrar”, provavelmente colocados pelos religiosos que cuidam do local que já devem ter presenciado alguns atos mais “calientes”.

A bela catedral de Santa Cruz de la Sierra


A torre da igreja pode ser visitada


Selo de patrimônio cultural e histórico da Bolívia


A própria arquitetura da igreja é uma atração da vista do alto da torre


Vista da "plaza" de cima da torre


Antigos sinos espanhóis ainda permanecem no alto da torre


A cidade moderna de Santa Cruz também não pode ser esquecida


O cenário faz lembrar antigos filmes espanhóis


Continuei andando pelas ruas até anoitecer e fazer meu jantar de despedida no Restaurante-Sorveteria Pícolo, um local amplo de dois andares que mais parece um parque de diversões. Fica na esquina da Calle Ayacucho com a Calle España, em frente a Iglesia La Merced.

O divertido Restaurante-Sorveteria Pícolo e a histórica igreja la Merced ao fundo


Um brinde de despedida!


DESPEDIDA DA BOLÍVIA

No dia seguinte, voltei para o Brasil e, sem dúvida, coloquei esse país na lista dos mais inesquecíveis. Apesar do povo pobre, sofrido pelo seu histórico de explorações e regimes políticos ineficientes, guarda um passado histórico impressionante, sem falar no passado que ainda não foi decifrado. Guarda também um dos territórios mais diversificados, onde o calor e o frio, a selva e os andes, convivem dentro da mesma fronteira. Maravilhas naturais como o Lago Titicaca, o Salar de Uyuni, as montanhas nevadas e os vales verdes fazem qualquer turista ficar de boca aberta.

O Estado Plurinacional da Bolívia foi instituído em 2009 em referendo popular e são reconhecidos regimes diferenciados de justiça, autoridade, conhecimento e propriedade para as comunidades indígenas e camponesas. Essas instituições próprias passam a coexistir com os direitos previstos em regime de complementaridade: por exemplo, um julgamento realizado numa aldeia indígena por um conselho comunitário é soberano, mas não pode envolver pena de morte, que desrespeitaria a Constituição.

Parece vários países em um, acho que isso é o melhor exemplo de seu Estado Plurinacional. País obrigatório para qualquer mochileiro que gosta de aventuras e belas paisagens, sem gastar muito.

MEU ROTEIRO 

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Roteiro completo: MISSÃO BOLÍVIA 


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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