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BUENOS AIRES (terceiro dia)

A rica Casa Rosada e a pobreza de quem a sustenta



No terceiro e último dia completo que eu teria em Buenos Aires (o dia seguinte eu teria só a parte da manhã, pois a tarde teria que partir para o aeroporto). Logo no início da minha caminhada, passei pela porta do Museu do Tango. Este museu se autodenomina como "mundial". Uma ótima opção para quem aprecia este estilo de música e dança.


Museu Mundial do Tango

Meu principal objetivo naquele dia era a visita à Casa Rosada. As visitas acontecem nos sábados e domingos, de 10h às 18h (11h às 19h de dezembro a abril). A entrada é franca e possui guis que falam, além da língua nativa, o Português e Inglês. O tempo de visita é aproximadamente 1h. Quanto mais cedo chegar, menor a fila, então o ideal é se programar para chegar logo no início.





Na entrada todos passam por detectores de metal e aguardam até formar um grupo para a visitação. As fotos sem flash são permitidas (exceto em alguns salões). Logo no primeiro salão, ainda na espera, estão uns quadros presenteados por outras nações. Logo aqui fica clara a tendência socialista/comunista do governo. Os quadros retratam figuras como Che Guevara, Simón Bolívar, etc... ofertados por Fidel Castro, Hugo Chavez, Evo Morales e Cia. A “oferenda” brasileira foi um quadro de Tiradentes dado por Lula. Também tinha um quadro de Getúlio Vargas, mas esse era um dos únicos que não possuía placa do Presidente que ofereceu... qual será o mistério? Qual o passado que tentam apagar dessa vez?







O tour pelos salões inclui a Sala Azul onde a Presidente encontra com os Chefes de Estado, o local onde se recebe a imprensa, a sacada onde Eva Perón se pronunciava ao povo, galeria dos ídolos nacionais (fotos de Maradona, etc), jardim central, salão histórico, e muito mais.
 









Terminada a visita à ilustre residência, chegou a hora de conhecer a periferia. A primeira parada foi na Feira de San Telmo, uma tradicional feirinha de antiguidades. Alí também está um pequeno monumento em homenagem à personagem Mafalda, originária da Argentina.





 
O CAMINITO, A LAPA ARGENTINA
 
Fui caminhando pelo paseo Colón até o Parque Lezama e visitei o Museo Historico Nacional. Continuando dali apela Av. Regimiento de Patricios até o Bairro La Boca, virei a esquerda na Calle Brandsen e cheguei no famoso estádio do time Boca Juniors, conhecido como La Bombonera, pois é um verdadeiro caldeirão que mantém a torcida quase em cima do campo e cria a pressão necessária para abalar o psicológico dos adversários.




O Boca Juniors também possui um museu no local, contando a história do time, com seu hall da fama e, até, a estátua de Dom Diego Maradona que foi revelado nesse clube.





Cerca de 3 quadras do estádio está a Calle Caminito cujos arredores estão repletos de bares e restaurantes de comida típica e Tango ao vivo. Vários artistas, casas e paredes coloridas, bonecos representando celebridades locais, e muita gente, tudo misturado num bairro de baixa renda. É uma espécie de reduto dos artistas da comunidade, segue uma linha parecida com o bairro da Lapa no Rio de Janeiro.





Uma grande vantagem de conhecer o Caminito é poder assistir shows de tango nas ruas e calçadas de restaurantes, economizando muito se comparado com os show em casas de tango tradicionas.







DE VOLTA A PUERTO MADERO PARA O JANTAR DE DESPEDIDA



Terminado o passeio e com muita fome, peguei um taxi até o Puerto Madero e fui checar um restaurante muito comentado pelos viajantes de Buenos Aires: Siga La Vaca. É uma churrascaria rodízio com buffet, agua à vontade, com direito a uma garrafa de vinho por pessoa e uma sobremesa, tudo isso por apenas 150 pesos (bem menos de R$ 50).
Apesar de não gostar muito de carne vermelha, detonei o buffet com muito queijo e, ao pedir a sobremesa, chegou um delicioso petit gateau que eu nem conseguia mais comer.




Para fechar a última noite em Buenos Aires, faltou a fotografia noturna na Casa Rosada. Pouca gente atenta para isso, mas é uma das mais belas imagens do local.

 
 
GASTOS DO DIA
 
Táxi para Puerto Madero – A$ 37
Rodízio no Siga La Vaca – A$ 150


MEU ROTEIRO




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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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